Estudantes de Pedagogia da UFGD se manifestam sobre a intervenção na UFGD

Nota de Repúdio do CAPED sobre a intervenção na UFGD

A autonomia e a gestão democrática são conceitos primordiais na formação de qualquer pedagogo. São conceitos defendidos pelos mais conceituados pesquisadores que ajudam no desenvolvimento de uma educação de qualidade, no fortalecimento da instituição de ensino e que são essenciais na formação da consciência cidadã da comunidade acadêmica. Algo já estabelecido até mesmo na Constituição Federal.

O cargo de reitor da Universidade ainda ser um cargo de indicação do presidente é um atraso no desenvolvimento da Educação. Diante disso, iniciou-se em 2002 um processo histórico na Universidade na tentativa de reverter esse quadro. As consultas prévias e a formação da lista tríplice surgem como um acordo entre as universidades e o governo para que se constituísse a gestão democrática no ensino superior.

Esse processo foi respeitado até dezembro de 2018, quando, de forma autoritária, o Ministério da Educação infringe a autonomia universitário ao estabelecer que a Consulta Prévia deveria dar peso de 70% ao voto do corpo docente.

Na tentativa de desenvolver o processo histórico que se iniciou em 2002, a ADUF, o SINTEF e o DCE propuseram um acordo entre as chapas candidatas na Consulta Prévia no desejo de que a chapa eleita constituísse em seu total a lista tríplice, ou seja, que fosse empossada.

A MPF, em resposta a tentativa de fazer valer a voz da comunidade acadêmica, entrou com processo judicial contra a Consulta Prévia, requerendo um novo processo eleitoral. Esse processo, ainda em andamento, resultou na vacância da Reitoria, cuja última gestão finalizou seu mandato.

O Centro Acadêmico Paulo Freire, representando os acadêmicos de Pedagogia, se posiciona em defesa da democracia plena no ambiente universitário e repudia a judicialização do processo eleitoral e a intervenção do MEC.

Consideramos ainda que a não aceitação do cargo de reitor(a) pro tempore é um ato de resistência em defesa da UFGD. Em carta-aberta à Prof.ª Mirlene Damázio, assinada por 61 alunos, reiteramos nosso posicionamento. No entanto, enquanto seus alunos, repudiamos qualquer comentário preconceituoso e difamatório a ela direcionado.

Link para a carta aberta: https://www.facebook.com/capedufgd/photos/a.1424134727728151/1440683812739909/?type=3&theater

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