Nota da UNE sobre a situação da UFGD

LIBERDADE PARA MINHA UNIVERSIDADE

“A União Nacional dos Estudantes vem a público repudiar a intervenção federal autoritária por parte do MEC e do Governo Federal sobre a escolha da reitoria da Universidade Federal da Grande Dourados.

No mês de março de 2019 a comunidade acadêmica realizou a consulta prévia para indicação de reitor e vice-reitor. Com ampla maioria dos votos, a chapa “Unidade UFGD” representada pelo Professor Etiene e pela Professora Cláudia foi escolhida por professores, servidores e estudantes de forma paritária.

Respeitando o regimento, o colégio eleitoral da UFGD se reuniu e indicou uma lista tríplice compatível com o desejo da comunidade acadêmica. Imediatamente, a Lista Tríplice da UFGD foi questionada pelo Ministério da Educação, que desde 2018 já anuncia suas pretensões de interferência na autonomia universitária em diversos pleitos pelo país.

A Justiça Federal em Dourados chegou a determinar a suspensão da lista e a realização de novas eleições. Nesse meio tempo foram diversas idas e vindas no judiciário. A UFGD respondeu aos questionamentos através da sua Procuradoria Federal, foram realizadas audiências e reversões das decisões e hoje a lista Tríplice continua em suspenso aguardando uma decisão final da justiça.

Hoje, anunciaram a nomeação de uma interventora, a Professora Mirlene Damázio (FAED) para a reitoria da UFGD. Essa decisão não foi apreciada em nenhum órgão colegiado da universidade. A professora nomeada não participou da Consulta Prévia, não está na Lista Tríplice e ainda mais, apoiou publicamente uma das chapas candidatas na Consulta Prévia, a Chapa 2 (UFGD em Ação) que terminou o pleito em último lugar com 18% dos votos.

Diante disso, nos posicionamos em defesa da autonomia universitária e da democracia. Reforçamos a defesa da nomeação do reitor eleito, Professor Etiene e da vice-reitora eleita, Professora Cláudia. Eleitos inclusive com mais do que o dobro de votos de estudantes daquela que ficou em segundo lugar no nosso segmento. A voz estudantil deve ser escutada.

A história de UNE é uma constante na luta contra o autoritarismo e não será diferente agora. Nos colocamos ao lado do DCE da UFGD e de toda comunidade acadêmica desrespeitada para que o nosso direito seja garantido.”

11 de junho de 2019.

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