MAIS ATAQUES À EDUCAÇÃO E A NECESSIDADE DA MOBILIZAÇÃO CONSTANTE

No último dia 26, sexta-feira, o Presidente da República, Jair Bolsonaro, declarou em suas redes sociais a intenção do Ministro da Educação, Abraham Weintraub, de “descentralizar” os investimentos em faculdades com cursos de filosofia e sociologia. Segundo os mesmos, o objetivo é focar em áreas que geram retorno imediato para sociedade, como exemplo os cursos de medicina, veterinária e engenharias. E para reforçar um discurso conservador, o ministro declarou recentemente, junto ao presidente, que “estudar filosofia até pode, desde que com dinheiro próprio”.

Hoje (30), está sendo noticiado na imprensa nacional que o MEC cortará verba de universidades por “balburdia” e já estariam na lista UNB, UFF e UFBA. Sob o argumento de não estarem cumprindo metas de desempenho e por realizarem eventos de discussão política. O ministério volta a se colocar contrário ao que defendemos enquanto papel da universidade, como espaço de debate, diálogo e pluralidade.

Essas posições deixam evidente o aprofundamento da perseguição ideológica, da interferência na autonomia e na liberdade de cátedra e de pensamento. Além disso, representam retrocessos no que se refere ao desenvolvimento do conhecimento científico da humanidade, também com a intenção de desestimular o pensamento crítico, tratando sem nenhuma importância as ciências humanas e todos os cursos da área.

Os direcionamentos do governo para a educação endossam o projeto de sucateamento. Eles se juntam aos já anunciados cortes de investimentos e às tentativas de interferência nos processos de escolha das reitorias das universidades. Sabemos que este projeto ameaça a sobrevivência da universidade. E ao mesmo tempo demonstra a incapacidade do governo de formular propostas sérias e que realmente poderiam responder aos problemas que temos, como a necessidade de mais investimentos em infraestrutura, pesquisa, extensão e permanência estudantil.

Como dito por Paulo Freire, “seria uma atitude ingênua esperar que as classes dominantes desenvolvessem uma forma de educação que proporcionasse às classes dominadas perceber as injustiças sociais de maneira crítica.” Por isso, estamos atentos e atentas e reiteramos total repúdio a esse governo que trata a educação como mercadoria e que toma medidas irresponsáveis a fim de provocar o desmonte das universidades públicas.

Será necessário, mais do que nunca, defender as humanidades, as licenciaturas, os cursos de educação e as demais áreas que estão sendo consideradas os primeiros alvos dessa investida.

Estamos nos articulando e nos organizando para resistir aos ataques e, assim, continuar defendo o direito à educação como uma ferramenta para a emancipação humana e a transformação da sociedade. Ressaltamos a importância da articulação entre os estudantes, Centros Acadêmicos, sindicatos e demais movimentos da educação para construir a resistência necessária. Acompanhe nossas atividades e participe!

Sempre pela defesa da educação pública, gratuita e de qualidade!

Diretoria do DCE
Gestão 2019 – Embarque na Luta

Dourados – MS, 30 de abril de 2019.

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