Balanço da Greve Estudantil

4 MESES DE GREVE ESTUDANTIL

Listamos abaixo um balanço dos principais acontecimentos e mobilizações do movimento de greve estudantil da UFGD nesses últimos 4 meses.

SUSPENSÃO DO CALENDÁRIO ACADÊMICO
Com a mobilização dos/as estudantes, em conjunto com professores/as e técnicos e fazendo barulho na reunião do CEPEC conseguimos com que fosse aprovada a suspensão do calendário acadêmico, garantindo assim, o direito de reposição das atividades prejudicadas pela greve a todos/as estudantes, também foi criada uma comissão para avaliar os casos de exceção.

FÓRUM UNIFICADO
Conquistamos a construção de um espaço novo de atuação na universidade. Junto com professores/as e técnicos/as criamos o Fórum Unificado da UFGD, para debater frente a frente, de igual pra igual, os problemas da UFGD. Assim ganhamos mais força para nossas reivindicações comuns na universidade. O Fórum propõe várias atividades, debates e outros. (Segunda tem aulão da greve, às 08:30 h na Unidade 1).

ABRE AS CONTAS
Conquistamos, através do Fórum, reunir mais de 200 assinaturas de pessoas que apoiaram o Abre as contas reitoria!, fazendo com que a administração divulgasse alguns impactos dos cortes do governo na UFGD. Fomos informados que 67% dos nossos recursos para investimento e 28% dos recursos para custeio estão contingenciados. Os cortes colocam em risco a qualidade do ensino e ameaçam a universidade com a precarização.

RESISTÊNCIA
Contra os cortes:
Marcamos resistência aos cortes promovidos pelo governo federal na educação pública, participando de duas caravanas para Brasília com os/as trabalhadores/as da educação, além de atos e atividades para tentar barrar retrocessos e perdas de direitos.
Contra o aumento da tarifa de ônibus:
Marcamos presença na audiência pública promovida pela prefeitura para analisar o aumento da tarifa de ônibus, ‘o golpe público’ foi inacessível, as autoridades não nos ouviram e irresponsavelmente o valor do passe foi aumentado e tem outro aumento previsto para dezembro, é necessário nos mobilizarmos mais. Os estudantes residentes em Ponta Porã também se mobilizaram contra a suspenção do transporte universitário, em ato na Camara de Vereadores do município, conquistando o apoio dos vereadores e exigindo que a prefeitura não coloque a crise na conta dos/as estudantes .
Contra a taxa do Enepex:
Repudiamos a cobrança de taxa no Enepex (evento com participação obrigatória para muitos/as estudantes), nos reunimos com a PROPP pedindo a suspenção da taxa, foi encaminhada uma isenção, posteriormente não sendo cumprida pela organização, por fim, contatamos o Ministério Público Federal e aguardamos uma posição.

DIÁLOGO COM A PROAE
Uma das pautas da greve estudantil era a reivindicação de que os/as estudantes pudessem participar da construção das politicas de assistência estudantil. Fizemos uma visita à pró-reitoria e depois de uma longa reunião conseguimos encaminhar a construção de um espaço mensal de diálogo da PROAE com os/as estudantes, representantes de CA’s, Atléticas e DCE. A primeira reunião já aconteceu e temos uma próxima marcada para outubro. Ocupar esse espaço é nosso dever, por mais assistência estudantil, por um RU de qualidade entre outros.

ATOS E ATIVIDADES
Durante o período de greve foram realizadas muitas atividades, dentre elas debates na universidade, alguns com exibição de documentários e discussões, outros na reitoria da universidade para marcar posição de resistência às ameaças que a universidade pública vem sofrendo. Outras atividades foram ao ar livre, como na Praça Antônio João, panfletagem no Transbordo, fechamento da Avenida Guaicurus, Grito dos/as Excluídos, entre outros. Foram inúmeras reuniões para organização de mobilizações, algumas discussões sobre o fim da greve, levantando os prejuízos do movimento, entre outros. Tivemos a oportunidade de conhecer a realidade dos/as estudantes da Licenciatura em Educação no Campo em Sidrolândia, onde experiências foram trocadas e o movimento fortalecido.

SALDO
Depois de quatro meses resistindo, o Comando de Greve Estudantil, avalia que a mobilização dos/as estudantes da UFGD não pode parar, mas sim se fortalecer. É mais do que necessário assumirmos o papel social da universidade, não em discursos, mas em ações, em defesa do caráter público da educação, contra o retrocesso, em defesa dos nossos direitos e do direito de acesso e permanência à universidade para todos/as.
Precisamos nos organizar pela defesa da educação pública, pelas melhorias nas condições de trabalho dos/as trabalhadores da educação, entendendo assim, que a greve e outros instrumentos de luta são construídos coletivamente e em prol da coletividade.

PERMANECEREMOS EM LUTA

Fonte: Comando de Greve Estudantil da UFGD

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